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GLÚTEN E LACTOSE

12/05/2015
As lojas de produtos naturais foram invadidas por produtos sem glúten e sem lactose. Essa febre teve início com a divulgação em massa de matérias com artistas e profissionais de saúde (nacionais e internacionais) que estão constantemente postando nas redes sociais, receitas e produtos sem esses ingredientes, além de livros e propaganda sobre o assunto. E o apelo é sempre o mesmo, relacionar com emagrecimento e performance!!

Os nutricionistas funcionais são conhecidos (e muitas vezes criticados) por radicalizarem e excluírem o glúten e laticínios da dieta de todos. Na verdade, na prática clínica, temos estudos que nos servem de base para associar alguns sinais e sintomas e doenças com alergia/intolerância a esses alimentos sim mas, não necessariamente, excluímos da dieta de todos. Mas temos bons motivos para, pelo menos, reduzirmos da dieta sim!! Veja por que.

Levantamos a bandeira da rotatividade alimentar, ou seja, variar ao máximo os alimentos que a natureza nos oferece. Quando pensamos em carboidrato, por exemplo, temos as raízes como inhame, aipim, batata doce e batata baroa, o arroz integral, a aveia, a quinoa que são também excelentes fontes de outros nutrientes como vitaminas, minerais e fibras. Por que então valorizar e incentivar dietas tendo apenas farinha de trigo como base, mesmo sendo a integral??? Por que não variar, usar esses outros alimentos tão ricos e nutritivos????

Quando falamos em laticínios, o assunto é ainda mais complexo! Precisamos entender que o leite é composto por 3 macro nutrientes:

Gordura, principalmente saturada, que é ruim, mas que a indústria já consegue retirar ou diminuir com facilidade dos produtos;

Lactose, o carboidrato do leite, que precisa de uma enzima produzida pelo nosso organismo (lactase) para ser digerida. Entretanto, a falta dessa enzima (ou seja, quando por algum motivo não conseguimos produzi-la de forma eficiente) impede que esse carboidrato seja digerido, levando a sintomas de má digestão e diagnóstico de intolerância a lactose;

Proteínas (como lactoglobulina e caseína) que são grandes e de difícil digestão. E, proteína mal digerida não é reconhecido como nutriente pelos células intestinas estimulando processo inflamatório e alergias, conhecidas como alergias tardias.

Outra preocupação muito comum na hora de retirar ou reduzir laticínios da dieta é em relação ao cálcio! Culturalmente, temos no leite nossa garantia de ossos fortes e saudáveis, não é?? Mas não é bem assim! Hoje sabemos que o cálcio presente no leite não é um cálcio tão biodisponível assim (não é tão fácil absorvê-lo) mas, em relação a esse assunto, as duas informações mais importantes são: 1) não temos cálcio apenas no leite. Esse mineral está presente de forma muito absortiva nas folhas verde escuras (como brócolis e couve); 2) não apenas de cálcio precisamos para formar osso!! Magnésio, boro, zinco e vitamina D são bons exemplos de nutrientes chaves nesse processo.

Mais do que garantir se um produto é ou não isento de glúten e laticínios, precisamos observar quais são os outros ingredientes presentes nele. Qual o tipo de gordura, é gordura vegetal (que é ruim) ou óleo vegetal ou não contem gordura?? Qual o tipo de corante, natural ou artificial?? Tem conservantes?? Tem açúcar ou adoçante?? Qual a ordem desses ingredientes no produto??? Mas esse é um assunto para um novo post...

Juliana Mayo – nutricionista funcional

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